VULVOVAGINITES

VULVOVAGINITES – QUADRO CLÍNICO & TRATAMENTO

Vulvovaginites
Os sintomas vulvovaginais são extremamente comuns na prática clínica.

Diariamente recebemos pacientes de idade, cor  e hábitos diferentes com as mesmas queixas de corrimento vaginal, ardor, prurido, odor, dor, edema.

Clinicamente importantes, os processos inflamatórios que acometem vulva e vagina chegam a representar um terço das consultas em consultórios de ginecologia.

Conceito
Vulvovaginite é o acometimento infeccioso e/ou inflamatório da vulva e vagina.

Etiologia
As principais causas das vulvovaginites conhecidas podem ser em:

  • Infecciosas: Vaginose bacteriana, Candidíase e Tricomoníase.
  • Inflamatórias: Vaginite atrófica, Corpo estranho, Vaginite inflamatória descamativa, Vaginite citolítica.
  • Não-infecciosas: Química ou outro irritante, Alérgica, Dermatite de contato, Traumática, Colagenoses e outras.

Quadro clínico
O corrimento principal manifestação da vulvovaginite, deve ser caracterizado quanto à cor, consistência, quantidade, viscosidade, odor.

Os principais sintomas que acompanham o quadro também devem ser identificados podendo auxiliar na definição do diagnóstico: prurido, ardor, irritação vulvar, edema, dispareunia, disúria, dor abdominal.

Diagnóstico
A história e os achados de exame físico na mulher com leucorréia podem ser relativamente inespecíficos.  Entretanto, alguns dados podem sugerir um diagnóstico específico, que pode Ter comprovação no próprio consultório através de observação ao microscópio.

De qualquer forma, mesmo que não seja possível fazer o diagnóstico definitivo somente com os dados de história e exame físico, os mesmos são muito importantes para a orientação dos exames laboratoriais a serem solicitados.

O diagnóstico etiológico de certeza só será confirmado com exame bacterioscópico e cultura.

O antibiograma pode auxiliar a orientação terapêutica, principalmente em casos de quadros de etiologia bacteriana e/ou resistência ao tratamento convencional.

Gardnerella, Trichomonas e Cândida
Cerca de 90% dos casos de vulvovaginites de pacientes em idade adulta são causados por esses patógenos de forma isolada ou associados.

Gardnerella vaginalis
A vulvovaginite atribuída a Gardnerella vaginalis é a mais comum na atualidade, e é denominada de Vaginose bacteriana.  Representa, na verdade, um desequilíbrio na flora vaginal com diminuição dos Bacilos de Doderlein e predomínio de Gardnerella vaginais, Mobiluncus species, Mycoplasma hominis, bacteróides, anaeróbios Gram-negativos.

Muitos casos de vaginose bacteriana são assintomáticos ou apresentam corrimento vaginal com odor fétido sem características inflamatórias.

Trichomonas vaginalis
A tricomoníase se caracteriza pela presença do protozoário Trichomonas vaginalis no trato geniturinário da mulher e do homem.

Nos últimos anos tem sido menos freqüente em nosso meio.

Pode se apresentar desde assintomática até acompanhada de processo inflamatório intenso.

O corrimento é amarelo-esverdeado, profuso, às vezes bolhoso, com odor fétido.  Irritação vulvar, prurido, disúria, dispareunia podem estar presentes.

CANDIDÍASE

O que é candidíase vulvovaginal?
A candidíase vulvovaginal é uma das infecções na mulher, causada pela proliferação de um fungo chamado cândida.

Alguns fatores que favorecem a candidíase vulvovaginal:

  • Diabetes, AIDS, gravidez.
  • Uso prolongado de antibióticos, corticóides, contraceptivos e imunossupressores.
  • Roupas sintéticas (íntimas e maiôs).
  • Água clorada e produtos químicos irritantes.
  • Relação sexual dolorida.
  • Manipulação vulvovaginal.

Cuidados a serem tomados:
Durante o banho:

  • Uma perfeita higienização das peças íntimas.
  • Utilização de sabonete neutro.
  • Evitar atrito excessivo na área vulvar para não provocar irritações ou lesões.

A higiene íntima:

  • A limpeza deve ser feita no sentido vulva/ânus, nunca ao contrário.

No dia-a-dia:

  • Evitar o uso de calças jeans apertadas, roupas de nylon (calcinhas, meia-calças, biquinis) por períodos prolongados.
  • Prefira dormir sem calcinhas.
  • O uso de desodorante íntimo é desaconselhável.

Não use duchas vaginais.