Como é a hormonioterapia adjuvante?

Em mulheres na pré-menopausa portadoras de tumores Luminais, a utilização de Tamoxifeno permanece uma recomendação padrão apesar dos resultados favoráveis com a utilização de IAs e supressão da função ovariana (SFO) com os análogos LHRH.  Entretanto, a associação entre Tamoxifeno e SFO permanece incerta. Em um estudo randomizado que incluiu mulheres portadoras de tumores pequenos e com axilas livres, não houve benefício na sobrevida global e na sobrevida livre de doença com o acréscimo da SFO ao Tamoxifeno. Ainda, observou-se maior incidência de eventos adversos e redução na qualidade de vida no grupo de mulheres submetidas à SFO.

Nos últimos anos, entretanto, diversos estudos observaram superioridade dos IAs sobre o Tamoxifeno, na HT adjuvante, na pós-menopausa. Uma metanálise comparando IAs ao Tamoxifeno observou redução relativa de 23% no risco de recidivas com os IAs, com discreto aumento de sobrevida e redução de recorrências. Entretanto, a comparação direta entre monoterapia com IA e esquemas sequenciais não resultou em diferenças na sobrevida global ou na sobrevida livre de doença.

Deve-se ressaltar que o benefício dos IAs sobre o Tamoxifeno, em mulheres na pós--menopausa, foi observado tanto em carcinomas ductais quanto em carcinomas lobulares, embora a magnitude desse benefício seja superior entre as portadoras de neoplasia lobular.

De maneira geral, os inibidores da aromatase são drogas bem toleradas, com menor incidência de sangramento vaginal, câncer de endométrio e eventos tromboembólicos em relação ao tamoxifeno. Entretanto, os IAs podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares, de perda da massa óssea e de fraturas patológicas, além de artralgia e sintomas musculo esqueléticos. Portanto, o conhecimento do perfil de segurança e dos eventos adversos relacionados à essas medicações, podem contribuir para a tomada de decisão acerca do protocolo de HT mais adequado, para cada paciente.

 

Quando usar a Hormonioterapia adjuvante estendida?

Recomenda-se o uso de tamoxifeno por cinco anos nos casos de mulheres na pré-menopausa. Para aquelas em pós-menopausa, preconiza-se o uso de inibidor de aromatase (IA) por cinco anos ou a modalidade de switch (alternância) até completar cinco anos. Não se recomenda tratamento estendido por dez anos com IA nas pacientes em pós-menopausa que fizeram uso de IA como primeira linha ou modalidade de switch, contudo o uso estendido de IA após cinco anos de tamoxifeno pode ser considerado individualmente.

Adicionalmente, o uso de tamoxifeno estendido por dez anos deve ser considerado individualmente em pacientes com tumores de alto risco de recidiva, após a avaliação dos riscos e benefícios pela equipe médica assistente, especialmente nas linfonodos positivos.

Breast cancer index é o teste que analisa o comportamento de sete genes para prever o risco de câncer de mama hormônio positivo e HER2 negativo recidivar após cinco anos. Também pode ajudar a decidir se a terapia hormonal ou hormonioterapia necessita ser estendida por mais cinco anos, totalizando 10 anos.

Quais os tipos de radioterapia?

A radioterapia externa ou convencional é o tipo mais comum para tratar o câncer de mama. Este tratamento consiste em irradiar o órgão alvo com doses fracionadas. A paciente não sente nada durante a aplicação, que dura apenas alguns minutos por dia.

As áreas que devem ser irradiadas dependem do tipo de cirurgia realizada (mastectomia ou cirurgia conservadora da mama) e se os linfonodos estavam (ou não) comprometidos:

Se a paciente fez a cirurgia conservadora da mama, será irradiada toda a mama para evitar uma recidiva nessa região.

Se foi diagnosticado câncer nos linfonodos axilares, essa área também é irradiada. Em alguns casos, a área tratada também pode incluir os linfonodos supraclaviculares e os linfonodos mamários internos.

A radioterapia é administrada 5 vezes por semana (segunda a sexta-feira) por cerca de 5 a 6 semanas. Mas recentemente novas modalidades vêm permitindo diminuir o número de dias de aplicação (hipofracionamento), para dar doses maiores por um período mais curto. Existem diferentes tipos de irradiação de mama acelerada:

Radioterapia Hipofracionada. Nesta abordagem, a radioterapia é administrada em altas doses tipicamente por apenas 3 semanas. Em mulheres tratadas com cirurgia conservadora da mama e sem doença nos linfonodos axilares, este esquema é tão promissor, em evitar a recidiva, quanto um tratamento de 5 semanas. O que também pode levar a menos efeitos colaterais a curto prazo. Numa abordagem mais nova que está sendo estudada, doses maiores de radiação são administradas a cada dia, mas o ciclo da radiação é reduzido para apenas 5 dias.

Radioterapia Intraoperatória. Nesta abordagem, uma única alta dose de radiação é administrada na sala cirúrgica logo após a cirurgia conservadora da mama. Esta técnica requer equipamentos especiais e não está amplamente disponível.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                             Radioterapia externa

Há superioridade na distribuição de dose no caso de irradiação da mama com radioterapia de intensidade modulada (IMRT) em relação à radioterapia convencional e conformada?

 A IMRT é a modalidade que apresenta a melhor cobertura de dose no alvo de tratamento (mama) quando comparada com as técnicas conformada e convencional. Além disso, a IMRT reduz significativamente as doses nos órgãos em risco. A diminuição da dose em mama contralateral pode ser de até 50%, o que pode reduzir a probabilidade de câncer de mama radio induzido especialmente em mulheres jovens. Isso foi observado em relação a outras estruturas como coração e pulmões (ipsilateral e contralateral) o que pode estar associado a uma redução do risco de pneumopatia e cardiopatia crônica. Esse benefício foi também demonstrado nas pacientes submetidas à mastectomia e radioterapia adjuvante de plastrão

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